ELES EXISTEM PARA FAZER O BEM!
“Visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem.” “Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus atendendo constantemente a este serviço” (Rm 13.4a, 6 )
No meu último artigo, diante dos sucessivos escândalos no Poder Legislativo Federal da nação, de um modo mais específico, ultimamente no Senado, mostrei a necessidade bíblica de orarmos pelas nossas autoridades, enfatizando que, além dessa ser a vontade de Deus, ela se apresenta como a solução cristã para a Sua intervenção; e, então, termos as mudanças que tanto queremos. Nele, trabalhei com o salmo 94. No entanto, o salmo 135 falando das obras de Deus operadas no Egito diante de Faraó, acrescenta: “Foi Ele quem feriu muitas nações e tirou a vida a poderosos reis” (v.10). A história bíblica e secular está recheada de exemplos como Deus usou reis, autoridades para fazer Sua vontade: Ciro, Assuero, tirou a rainha Vasti do trono para colocar Ester, Nabucodonosor, autoridades romanas para proteger o apóstolo Paulo, o próprio governo brasileiro para dar o voto decisivo na criação do Estado moderno de Israel, etc. Vamos orar, sim. É o método bíblico e eficaz de intervirmos e mudar a história atual tão triste do nosso país.
Hoje, quero abordar o aspecto mais relacionado à nossa cidadania. Afinal, como cristãos, pagamos impostos e somos cidadãos. Apesar de Paulo afirmar que nossa verdadeira pátria está no céu, ele também afirma que devemos pagar nossos impostos, cooperar com o governo, prestar-lhe honra e respeito; ficando implícito que, quem recebe honra é digno de honra; e, da mesma forma, respeito quem é digno de respeito
De Moisés a Samuel o líder religioso: profeta, juíz ou sumo sacerdote, acumulava as funções civis; mas, com o advento da monarquia em Israel, o rei passou a ter estas atribuições; não significando, contudo, que Deus ou seus servos abririam mão de cobrar deles uma postura correta, de acordo com a vontade divina para suas funções estabelecidas pelo próprio Deus: promover a justiça, o bem comum, a segurança da nação, ser exemplo no relacionamento com Deus, etc. Assim é que Samuel irá advertir Saul em suas loucuras e ser o instrumento de Deus para promover a mudança necessária. Da mesma forma Natã será a voz de Deus a Davi diante do seu pecado. Os profetas do Antigo Testamento aos reis de Israel e Judá, bem como a diversos reis de seu tempo. Daniel aos reis da Babilônia. Hoje, além de cidadãos, com deveres, mas, também, com direitos, somos todos sacerdotes e profetas, tendo o dever de zelar para que a vontade de Deus para com o governo civil se cumpra na vida da nação, apontando os erros cometidos, as injustiças sociais, os descalabros na administração pública. Creio que os milhões de cristãos deveriam ser os primeiros, depois de terem orado incessantemente por eles, entrarem no site do Congresso Nacional, do Senado, da Câmara de Deputados, no de cada deputado; depois de conseguirem seus e-mails pessoais, mandarem mensagens de protestos, reprovação, exortação bíblica, encorajamento a fazerem o que é reto diante de Deus, praticarem a justiça, promoverem o bem comum, etc. Não podemos esquecer que nossa maior arma é um testemunho de sal da terra e luz do mundo. Sem ela nada disso funciona. A última arma legítima do cristão é o voto. Cada um devia ser um agente transformador desta situação através do seu voto, não permitindo que nenhum outro elemento, senão uma consciência submissa à vontade de Deus e esclarecida pelos fatos determinasse seu voto. Muitos desses políticos “com ficha suja” são reeleitos – como vem acontecendo - porque o homem sem Deus vota em função de interesses partidários, corporativistas, financeiros, regionais, etc.
O Brasil tem jeito, tem solução, mas que passam, obrigatoriamente, pela intervenção divina e nossa participação.
Pr.Genevaldo Edino de Souza Bertune



