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Principal Política POLÍTICA 2 CÉSAR E DEUS
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“....Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mt 22.21)

Estamos diante de mais um pleito eleitoral. O deste ano é extremamente relevante; pois, afinal, estaremos elegendo as autoridades mais importantes do país, a começar pelo futuro Presidente da República, seguido de todos os governadores dos Estados, Senadores (dois para cada Estado), Deputados Federais e Estaduais; e, numa situação desta, não há como não fazer uma reflexão profunda sobre este assunto; pois, afinal, além de brasileiros, cidadãos, acima de tudo somos cristãos; e, como tais, temos O DEVER de encará-lo como mais um que devemos tratá-lo, lidar com ele para a honra e a glória de Deus.César é o Estado, a instituição civil colocada por Deus para cuidar da sociedade, dos assuntos relacionados à vida em sociedade, que não é da competência da Igreja: segurança, educação, transporte, saúde, justiça social, relações com o trabalho, com o capital, entre outros. César não é o Lula. Lula representa César. Distinguir isso é muito importante. Ninguém pagava impostos para César, mas sim para o Império Romano. Da mesma forma os governadores, senadores, deputados federais e estaduais, presidente do Supremo Tribunal Federal, juízes das demais cortes, prefeitos, vereadores e demais autoridades – todas representam César.

E O QUE DEVEMOS DAR A CÉSAR? Para com César temos responsabilidades políticas, civis, como: pagamento de impostos; cooperação na busca do bem comum; obediência civil, isto é, às leis que não contrariem nossa consciência e obrigações para com Deus; nossas orações; nossos esforços em prol da paz e de uma vida social justa e tranqüila. Para conseguir tudo isso, significa que devemos usar todos os instrumentos legais e cristãos à nossa disposição: o voto, a reprovação civil e profética dos atos impróprios das autoridades constituídas, a pregação do bem e da justiça; e, acima de tudo, vivendo uma vida exemplar. Isso significa que, muitas vezes, para “darmos a César o que é de César”, teremos que colocar no lugar de César, isto é, aquele que irá representar César, alguém que, efetivamente, irá promover estes valores. Alguém que não irá usurpar a autoridade divina; porque, afinal, Deus não irá abrir mão do seu governo soberano sobre as nações em harmonia com seus princípios e leis. É exatamente observando este ponto que o cristão pode “dar a César o que é de César”, sem deixar de “dar a Deus o que é de Deus”; pois, caso contrário, poderá dar a César roubando de Deus.

Deus não quer que “César”, o Estado, ao realizar sua missão, ignore seus princípios. Quantas nações e governantes já foram julgados por Ele através dos séculos, exatamente por ignorarem isso: Belsazar, Herodes, .... Herodes, inclusive, foi o responsável pela construção do grande templo de Jerusalém. Isso não o livrou do julgamento divino. Para Deus não vale a máxima criada e usada para com o conhecido político paulista Maluf: rouba mas faz! Para Deus, tem que fazer e não pode roubar. Lembra que, ao votar, você estará dando a César o que é de César; mas, também, tem que ser segundo o padrão de Deus.

Seu amigo, encorajador e pastor Genevaldo

 

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