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MÃE: UMA PARCEIRA DE DEUS!

Êx 1.1 a 2.10

Muitas vezes nós, os homens, bem como as autoridades constituídas nos julgamos todo-poderosos, achamos que somos os donos de tudo e que temos tudo sob controle; achando determinadas pessoas insignificantes, de pouco importância e, tão somente úteis aos nossos planos (Com certeza aí se incluem as mulheres). Creio que esta era a filosofia de Faraó e, ainda, de muitos hoje em dia. (ainda bem que são o sexo frágil. Já imaginaram se fossem o forte?

Deus não pensa e não age assim! Ele jamais despreza ou descarta uma se quer de suas criaturas – ainda quando falham!

Este é um texto em que, de forma condensada aparecem várias mulheres sendo PARCEIRAS de Deus na execução de seus planos.

Mães sempre foram PARCEIRAS de Deus para colocarem homens neste mundo e, depois, ainda, salvá-los, livrando-os de perigos, ameaças e de suas águas turvas para, então, educá-los, formá-los para que sejam líderes, os quais Deus irá usá-los poderosamente em seu plano de redenção

COMO ESTA VERDADE ESTÁ PRESENTE NESTE TEXTO?

I – MÃE É UMA PARCEIRA DE DEUS NA CRIAÇÃO (2.1-2)

Deus dá a vida, mas preferiu usar o ventre materno para isso. É ali, com seu poder, que ele vai criando, acrescentando célula por célula deste novo ser. No Sl 139 Deus é o poderoso Criador, mas nos vers 13, 15 e 16 temos 3 referências ao ventre materno onde Ele está agindo com seu poder na criação deste novo ser. Se mães não geram a vida (espiritualmente falando), podemos afirmar que elas carregam a vida, trazem a vida ao mundo.

 II – PARCEIRAS DE DEUS PARA INTERVIR NA HISTÓRIA NO MOMENTO EM QUE ELE DESEJAR (1.15-21; 2.3-10)

Num único texto, temos: as parteiras hebréias: Sifrá (alegria dos pais) e Puá (aquela que procriará). Linda Hollies na Bíblia da vovó diz sobre elas: “Faraó acreditava ser todo-poderoso, dono de tudo e controlador de todas as coisas. Achava que as mulheres eram insignificantes, tinham pouca importância ou utilidade (Por que você acha que ele queria exterminar somente os homens?). Então ele determinou às duas parteiras que cumprissem seu decreto à risca. Mas ele não sabia da história a metade! Aquele homem ignorante ordenou às parteiras que cometessem assassinato, mas elas estavam comprometidas com o plano de vida estabelecido por Deus. É claro que o chamado de Deus para elas trouxe-lhes problemas pessoais, mas Deus as honrou dando-lhes terra e família”

Mas neste mesmo texto temos Joquebede, sua irmã que também participa do plano; a filha de Faraó (imagina ela dizendo ao pai que iria adotar exatamente um hebreu).

São mulheres assim que Deus continua a chamar para que lhes emprestem suas vidas para intervir em momentos históricos abençoando a humanidade. Lembram de Débora? De Ester? De Noemi e Rute?

 III – MÃE É UMA PARCEIRA DE DEUS NA FORMAÇÃO DAQUELES QUE ELE IRÁ USAR NO FUTURO – 2.7-10

Por que você acha que Deus soberanamente controlou todo aquele plano, determinando que Moisés fosse criado pela sua mãe? Por que você acha que Moisés, quando homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus, a usufruir prazeres transitórios do pecado (segundo Hebreus)?

O brilho de Timóteo fica ofuscado por causa do sol que era Paulo; por isso, somente na eternidade saberemos a dimensão do seu ministério; mas ele foi um líder de grande importância na Igreja Primitiva. Como seu caráter, sua formação espiritual é resumida na simples frase: “trazendo à memória a fé não fingida que, primeiramente, habitou em tua avó Loide e, depois, em tua mãe Eunice, e que, agora, habita em ti” (II Tm 1.5)

A mãe é uma peça fundamental na integração da família. Geralmente após a sua morte a família se desintegra, o que não acontece quando é o pai que morre. Ela é catalisadora, aglutinadora da família. Ela é o epicentro da família.

IV – FINALMENTE, ELA É A GRANDE PARCEIRA DE DEUS EM SEU PLANO DE REDENÇÃO DA HUMANIDADE (2.1-2)

Estes dois versículos resumem uma história toda já iniciada lá no Eden. Deus não descartou Eva, a mulher, a mãe após sua queda. Por que Abraão tinha que ter um filho com Sara? Rebeca com Isaque e Raquel com Jacó? Sendo todas estéreis? Porque o Messias tinha que ser descendente de Eva. Essa linha sucessória chega a Izabel e Maria. Por que tudo isso? Porque Ele decidiu fazer de você sua parceira neste plano da redenção. Não somente para salvar outros; mas, principalmente os seus. Lembra de suas promessas?

Ele não apenas fez da mulher uma parceira para trazer o Salvador; mas, também, quer usá-la para proclamar sua salvação.

O que seria da história de missões sem as mães? Sem as mulheres? Já começa na Bíblia e vem até os nossos dias. O que seria de nós, os batistas, sem as nossas missionárias? Há poucas semanas recebemos aqui a Ester e pudemos ter uma dimensão disso.

CONCLUSÃO

É você, mãe piedosa, que Deus continua a usar para colocar no mundo não apenas filhos, mas líderes, aos quais ele poderá usar poderosamente;

É você, mãe piedosa, que Deus continua a usar para preservar, salvar estes filhos e líderes dos perigos e águas turvas desta vida; a fim de usá-los futuramente;

É você, mãe piedosa, que Deus usa para formar, educar, moldar o caráter destas filhas e filhos, transformando-os em líderes piedosos, segundo o seu coração, a fim de usá-los poderosamente em seu plano redentor e, também, intervir transformando a sociedade.

Mãe, se você tem tido algum fracasso, dificuldade, não desanime. Deus não descartou Eva e não descarta você. Ele valorizou Eva e valoriza você. Ele te fez com capacidade de decidir. Decidir a maneira de viver, pensar, reagir e, no final, se relacionar com Ele.

Seu amor por você não tem limites. O interesse dele por você é imenso. Sua provisão para você é sem medida. Ele criou você com propósito e talento.

Olhe para este texto. Uma galeria de mulheres e mães usadas poderosamente por Deus. Olhe para a história do cristianismo, da Igreja, de missões, da nossa Igreja. Você é a grande parceira de Deus. Ele quer usar você!

 

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MULHER, O TEU DEUS É O TEU LIMITE!

I Sm 25.2-38

Por séculos a humanidade tem se debatido sobre o papel da mulher. No séc passado de uma forma mais intensa e, nas últimas décadas, de uma forma ainda mais agressiva.

Qual a razão? As barreiras culturais, os preconceitos, o pecado.

A igreja evangélica já viveu a tensão de definir quais os papéis da mulher em seu seio: pode ensinar homens ou apenas crianças? Pode liderar, pode pregar? Hoje, nós os batistas estamos no auge da crise em decidir se a mulher pode ser ordenada pastora.

Quando olhamos para a Bíblia – a revelação de Deus a nós -, tudo isso perde o sentido; pois já há milênios, descobrimos que quando uma mulher faz de Deus o centro de sua vida; quando ela teme a Deus; ela quebra todos os paradigmas do seu tempo, da sua cultura, sem causar estrago algum às estruturas e instituições estabelecidas, convencionais.

Nossa figura bíblica, hoje, que dá sustentação a essa afirmação é Abigail. VAMOS CONFERIR?

I – ELA QUEBROU O PARADÍGMA: CASAMENTO RUIM, VIDA EMOCIONAL E ESPIRITUAL RUINS! (VS 2,3; 17; 25)

-Segurança emocional: Ela tinha segurança interna, em sua identidade. Sua autoestima não foi afetada pelo fracasso no casamento

-Ela via os acontecimentos numa perspectiva divina: Ela não esquecera que Davi tinha salvo a nação das ameaças de Golias e dos filisteus. Ela não esquecera que Deus tinha rejeitado Saul e que o profeta Samuel tinha ungido Davi como o futuro rei de Israel (veja a visão de Nabal: v 10)

-Ela vivia na perspectiva do plano global de Deus, do seu agir soberano na história. I Co 10.31; Cl 3.17,23; Rm 14.7-8 eram uma realidade em sua vida. Sua vida não estava circunscrita ao seu casamento; mas ao agir soberano de Deus na história. O seu casamento não era o centro de sua vida, mas, sim, Deus.

Enquanto seu marido usa a linguagem “meu”, “minha” inúmeras vezes (v 11), ela usa do vers 24 ao 31: sete vezes a palavra “meu senhor” para se referir a Davi; cinco vezes a palavra “tua serva” para se referir a si mesma; e sete vezes a palavra “Senhor” para se referir ao agir soberano de Deus aquela situação.

II – ELA QUEBROU O PARADÍGMA: SUBMISSÃO AO MARIDO SIGNIFICA AUSÊNCIA DE LIDERANÇA FEMININA

Deus diz que a “mulher sábia edifica sua casa” (Pv 14.1). Quem acha que a mulher virtuosa de Pv 31.10 não era uma líder?

Mulher, Deus chamou você para liderar. John Maxwell diz que: A liderança é para todos! Deus estruturou toda sua criação à partir da liderança. Deus é o Líder Supremo. Ele chama cada cristão a liderar outros. Quando Ele fez o homem à sua imagem e semelhança, com certeza a liderança estava ali embutida.

O mesmo Maxwell diz: “Poucas pessoas podem ser consideradas líderes natos; mas todas possuem potencial para liderar. Podem aprender, desenvolver seu potencial. Os sociólogos dizem que até as pessoas introvertidas influenciarão uma média de 10000 pessoas durante sua vida”. Pense nisso!

Abigail dá prova da sua capacidade de liderança:

- Empreendeu uma iniciativa arriscada: deu o primeiro passo em direção a Davi para solucionar uma situação de conflito que colocava em risco sua casa, sua família, seu próprio marido, seu patrimônio;

- Capacidade de assumir a culpa: ela assumiu a culpa do marido e explicou a Davi a situação, o comportamento dele;

- Manteve o foco: foi diretamente a Davi e pediu para perdoar Nabal;

- Usou palavras de encorajamento: reafirmou a chamada divina a Davi;

- Foi sábia: combinou humildade e ousadia. Ela sabia como apelar a Davi a fim de atingir o seu alvo: submetendo-se a Davi e ao seu marido, ela sentiu-se segura para agir (fora dos padrões normais);

- Foi uma comunicadora exemplar: planejou como falar com Davi (falou com ele na presença de todos os seus homens). Com diplomacia e tato ela vence a fúria de Davi e seus homens; e com seu marido (não falou com ele durante a festa e nem com ele bêbado)

III – QUEBROU O PARADIGMA: FOI A PRIMEIRA MULHER A REPREENDER AO FUTURO REI DA NAÇÃO (a menor influencia o maior)

- No momento Davi comandava mais de 600 homens (v 13). Tanto no vers 28 como no 31 ela está, velada e indiretamente, recriminando a conduta impensada e precipitada de Davi. Ele era um homem sensível ao Espírito Santo de Deus; mas de falhas em seu caráter: tomava decisões precipitadas, tinha dificuldade em controlar seus sentimentos e se revelou fraco na disciplina dos seus filhos. Ela está a dizer: esse seu agir será um tropeço em sua futura vida de governante da nação. Será como um peso que você carregará para sempre em sua vida.

Mulher, você já parou para pensar na bênção que pode ser na vida do seu marido? Mesmo sendo submissa você pode liderá-lo. Abigail não escondeu os fatos. Independentemente da rudeza, do gênio intratável e das possíveis conseqüências desagradáveis, ela dá um relatório completo de suas ações ao marido. Isso é liderar sob liderança! Muitas vezes quando as coisas não vão bem no casamento, a esposa toma o caminho do silêncio, do agir irresponsável, sem prestação de contas; do confronto de liderança.

Conclusão

Mulher, eu sei que você vive o conflito da sua realização pessoal, que esbarra nos preconceitos, injustiças e paradigmas estabelecidos pelo pecado ao longo dos séculos. Se trabalha somente em casa, dizem que você “não trabalha”. Se trabalha fora, dizem que você abandonou o lar, a educação dos filhos. Se tem Carteira de Habilitação, dizem que comprou ou tirou por dar canseira no instrutor. Se tem sucesso profissional e é bonita, tá perdida (se vendeu). Se você for loira, não adianta nem tentar explicar seu sucesso – não vai conseguir! Se tem competência e realiza o mesmo trabalho do homem, vai ganhar bem menos. Se você se casou com um Nabal, aí, então, as coisas se complicam ainda mais.

Mas quando olhamos para a Bíblia – a revelação de Deus a nós -, tudo isso perde seu sentido; pois já há milênios, descobrimos que quando uma mulher faz de Deus o centro de sua vida; quando ela teme a Ele; ela quebra todos os paradigmas do seu tempo, da sua cultura, sem causar estrago algum às estruturas e instituições estabelecidas, convencionais.

Mulher, qual é o teu problema? Rebeca, Raquel e Ana venceram a esterilidade pela oração e fé em seu Deus, quebrando o paradigma: mulheres sem filhos são desprezadas pelos maridos e pela sociedade. A sunamita venceu o paradigma: mulheres sem filhos são infelizes. Ela era feliz mesmo não tendo filhos. Deus era sua felicidade!

Débora foi juíza, presidente da nação, comandante militar num mundo em que isse era um paradigma impossível de ser quebrado.

Ester foi rainha e salvou seu povo quebrando dois paradigmas: era estrangeira naquela nação e derrotou um primeiro ministro poderoso num quebra de braço político completamente desfavorável a ela.

Abigail tinha uma vida emocional saudável e uma vida espiritual abundante apesar de um casamento trágico.

Ela exerceu uma liderança forte e salvou sua família, mesmo debaixo da liderança do seu marido.

Numa situação de conflito, ela se revelou superior ao futuro rei de Israel, exercendo influência espiritual sobre ele. Finalmente, porque ela fez de Deus o centro da sua vida, Ele cuidou de resolver todos os seus problemas sem necessitar que transgredisse sua justiça, seus padrões.

Mulher, o teu Deus é o teu limite!

 

postheadericon PECADOS DAS MULHERES EM AMÓS

(Am 3.15; 4.1-3)

Mãe, eu sei que esta é uma data mais apropriada para realçar seus valores. Isso é uma tradição. Com certeza você já ouviu sermões sobre Pv 15.1; Jz 5; Pv 31; II Tm 1.5; mas hoje peço sua permissão para trabalhar um texto que, tenho certeza, você jamais ouviu num Dia das Mães.

O livro de Amós é um livro de repreensão à nação de Israel que está prestes a ser visitada com uma disciplina irreversível, irremediável e definitiva quanto ao seu futuro da parte do Senhor – ela será exterminada! É o último apelo, o último toque da trombeta de Deus, a última advertência. O profeta repreende os reis, os sacerdotes, os líderes, os juízes, o povo de um modo geral e, nestes versículos ele está trazendo uma palavra de repreensão às mulheres que, com certeza, também eram mães. E como disse Miquéias, continuador do seu ministério 20 anos mais tarde: “Sim, as minhas palavras fazem o bem aos que andam retamente” (2.7)

A repreensão dirigida àquelas mães, e que hoje, já que “toda Escritura foi escrita para nosso proveito” também é dirigida às mães atuais, é a seguinte: vocês contribuíram para a ruína espiritual da nação, dos vossos maridos e, assim, abriram brechas que determinaram esta ruína

Brechas são fendas, buracos por onde entram invasores, coisas não desejáveis. Nenhuma mulher prudente deixaria brechas em sua casa, especialmente se ela tem medo de baratas, insetos. Mas o profeta está falando de coisas bem piores.

QUE BRECHAS SÃO ESTAS?

I – A BRECHA DA AVAREZA

Pelo contexto, com certeza a brecha da avareza, da ambição, através da qual, com suas exigências dispendiosas, estavam levando seus maridos a praticar injustiças para satisfazer seus caprichos de obter mais e mais lucro e poder. Apesar de pretensamente religiosas (vs 4,5), eram insaciáveis (v 1)

Esposa, seu marido está endividado por sua causa? Ele não pode dar o dízimo por sua causa? Ele tem cometido injustiças, negócios escusos, tem cometido pecados pressionado por suas exigências?

Ele está sem saúde por sua causa? Ele tem que trabalhar demais por sua causa? Ele não pode dar a atenção suficiente aos filhos por sua causa?

Mulheres são muito dadas à competição umas com as outras, indo do campo religioso às finanças, ao status econômico-social-intelectual. Ouvimos isso não de um homem, mas de uma mulher, num grande culto das “Mulheres Virtuosas” aqui tem te afetado? Responda sinceramente diante de Deus. Para você ser sincera, responda algumas perguntas:

Eu gasto mais do que ganho?

Eu sou plenamente feliz com o que Deus tem me dado?

Que efeito tem dentro de mim as bênçãos de Deus, vitórias e conquistas das minhas amigas? Compro coisas, objetos, roupas com motivação não bíblica?

Enquanto a mulher de Pv 31 trabalha, é generosa, reparte, acode o necessitado, ajuda o marido economizar e poupa para os dias maus, esta mulher gasta e coloca as finanças do marido e da casa em ruínas. Enquanto a mulher sábia de Pv 15.1 constrói, edifica o lar; esta destrói

POR ESTAS BRECHAS ENTRAM MUITOS INIMIGOS QUE, NO DECORRER DO TEMPO IRÃO ARRUINAR A VIDA ESPIRITUAL DA FAMÍLIA

II – A BRECHA DA VAIDADE

Em 3.15 isso está evidente. O consumismo destas mulheres conduzia aos excessos, à luxúria. Como saber se você abre esta brecha em sua casa? Responda estas perguntas:

-realmente você precisa de tudo o que compra?

-você já teve a experiência de comprar algo e chegando em casa não ter o que fazer com aquilo? Ver que não cabe, não gosta mais? Imediatamente dá de presente a alguém?

Você compra motivada pela moda imposta pelas revistas especializadas, TV, jogo inconsciente da competição ou realmente por necessidade e para a glória de Deus?

Como está teu quartinho de bagunça? Se você mudasse hoje, realmente levaria tudo que tem? Lendo I Pd 3.3-4 você não se sente desconfortável diante desta recomendação divina?

A brecha da vaidade coloca no centro da tua vida teu ego e não a glória de Deus? Valores supérfluos e não essenciais do reino? A vaidade faz com que seu exterior seja mais importante do que seu interior?

III – A BRECHA DO CULTO FALSO

Vejam os vs 4 e 5. O que antes eram lugares de memórias sagradas – Gilgal e Betel, agora eram símbolos de idolatria. É interessante como uma mulher é perfeitamente capaz de descrever como a irmã fulana estava vestida no culto tal, como comprara uma nova bolsa, como seu brinco era desse ou daquele jeito, formato; fulana cortou o cabelo e ficou ótima; não combinou com seu rosto. Será que conseguiria descrever o sermão com a mesma fidelidade? Dizer quais os hinos cantados já ao término do culto?

Estas mulheres continuavam indo regularmente à Casa do Senhor, oferecendo sacrifícios, cumprindo seus ritos religiosos, mas seus corações estavam longe de Deus. O profeta usa uma linguagem sarcástica para afirmar que a motivação pela qual elas tinham prazer do Senhor era outra

Conclusão

Mãe, faça a você a mesma pergunta que o profeta Eliseu fez à sunamita: mulher, vai tudo bem contigo? Como está teu mundo interior? Há harmonia entre os princípios da Palavra de Deus e sua filosofia de vida? Você tem permitido a brecha da avareza em sua casa, caracterizada pela ambição, pela cobiça, pelo querer ter mais a qualquer preço, sacrificando sua saúde (como as mulheres estão doentes. Algumas doenças têm caracterizado nossos dias, doenças que sabemos estarem associadas ao estresse, ao viver sob pressão, desgaste constante). Será que tem que ser assim? Quantas aqui precisam urgentes da Super Nani? Por que nossos filhos estão como estão? Às vezes não é uma simples questão de sobrevivência, mas a brecha da avareza.

Na época do profeta Amós (Jeroboão II) o “progresso” e a “civilização” tinham levado o povo a se esquecer das virtudes espirituais, de uma filosofia de vida centralizada na piedade, entregando-se a uma competição consumista. O desenvolvimento internacional do comércio da época abriu espaço para uma cultura, uma filosofia de vida caracterizada pela vaidade, que é idolatria e desemboca num culto falso. Eu sei que casa de inverno, casa de verão, casa de marfim não é a realidade de ninguém aqui, mas se o padrão de vida que você lhe impõe, impõe ao seu marido, à sua casa faz vocês viverem endividados, enrolados financeiramente, com o nome no SPC, o pecado é o mesmo; a brecha é a mesma. Aqueles maridos tinham culpa, sim; mas por trás de suas culpas, estavam mulheres avarentas, vaidosas, insaciáveis, idólatras.

Mas nosso Deus sempre termina com um convite à restauração, à bênção, a colocar um ponto final nestas brechas e tomar posse de suas bênçãos, de suas promessas (9.11-15). Você quer? Tome essa decisão agora! Abençoe seu marido, sua casa, seus filhos, a vida espiritual da sua família. (Pr. Genevaldo)