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Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos serão retos” (Pv 4.26)

 

É quase impossível não comentar, não escrever ou não pregar sobre esse fenômeno musical, artístico, midiático e de excentricidades; principalmente quando a homilética aconselha o pregador ter a bíblia numa mão e o jornal do dia na outra. Também, depois que a mídia se ocupou nestas últimas duas ou três semanas quase que exclusivamente desse assunto, nossas mentes e corações devem estar estimulados, preparados, aguçados para extrair algumas lições de tudo isso; pois é natural do homem examinar, pensar, considerar, refletir. Dentre tantas outras que, com certeza, outros poderão fazer, considero essas relevantes. Ei-las:

O TALENTO, OS DONS E APTIDÕES NATURAIS NÃO SUBSTITUEM O FAVOR DIVINO. “A bênção do Senhor é que enriquece, porque não traz consigo o sofrimento (a dor)” (Pv 10.22). Não quero falar tão somente do ponto de vista espiritual, do discipulado cristão, que nós, os crentes, entendemos tão bem; mas, também, do ponto de vista de se conseguir os verdadeiros resultados com esses talentos, dons e aptidões naturais avantajados, espetaculares como no caso de Michael Jackson, na vida profissional. Creio que se ele tivesse ouvido, entendido e praticado as recomendações do salmista: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam”; e do Senhor Jesus: “Sem mim nada podeis fazer” (Sl 127.1; Jo 15.5), ele poderia ter ido bem mais longe de uma forma muito mais positiva, consistente e significativa.

FAMA NÃO É A MESMA COISA QUE SUCESSO, VITÓRIA. Ele teve fama, mas fracassou, não teve sucesso e nem vitória. Creio que sucesso e vitória são coisas mais consistentes, permanentes, ligadas à própria vida, e a uma contribuição mais relevante à sociedade. Fama tiveram Elvis Presley, os Beatles, Elis Regina, Mike Tyson, Garrincha; mas nenhum deles tiveram sucesso, vitória do ponto de vista de suas vidas pessoais, como significativas. Fama e sucesso, vitória, tiveram Nelson Mandela, Martin Luther King, Gandi, Billy Graham, Oswaldo Cruz, Marechal Rondom. O homem justo, temente a Deus, “tudo quanto ele fizer será bem sucedido” (Sl 1.3).

RIQUEZA NÃO SIGNIFICA UMA VIDA ABUNDANTE, PRÓSPERA, FELIZ, SAUDÁVEL; ASSIM COMO TER FARTURA NÃO SIGNIFICA BOA ALIMENTAÇÃO, SAÚDE. Ele foi a prova viva de todas estas contradições, de todos estes paradoxos. Teve riqueza mas não pode desfrutar dela, não teve uma vida saudável, abençoada, feliz; teve fartura, mas passou fome, não pode gozar do que tinha. Viveu doente. “Porque dois males cometeu o meu povo: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas”; “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer?” (Jr 2.13; Is 55.2)

O MAIOR DOM É O AUTOCONTROLE, TEMPERANÇA, DOMÍNIO PRÓPRIO. “Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito do que o toma uma cidade” (Pv 16.32). Tão somente a presença dessa qualidade, virtude em sua vida, teria feito toda a diferença. Já citei alguns personagens famosos, e todos fracassaram pela ausência desse dom. Não puderam tirar o proveito máximo de sua genialidade, poder criativo, inteligência. Que diferença entre um Kaká e um Ronaldo, um Pelé e um Garrincha.

DONS NATURAIS, INTELIGÊNCIA, CRIATIVIDADE E APTIDÕES ARTÍSTICAS NÃO SÃO A MESMA COISA QUE SABEDORIA. A verdadeira sabedoria está intimamente relacionada ao nosso relacionamento com Deus. É a nossa capacidade de administrar a vida, tomar decisões, fazer escolhas segundo a vontade de Deus. É a capacidade de ver, medir, ponderar os reais valores da vida e das coisas. Família, antes do sucesso profissional; saúde, antes da fama; crescimento espiritual, antes do intelectual; relacionamento com Deus, antes de todo e qualquer ativismo. “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria...” (Pv 1.7a)

A ILUSÃO DO HOMEM EM QUERER SER MAIS DO QUE REALMENTE É, SE TRANSFORMA NUM ELEMENTO EXCESSIVAMENTE AUTODESTRUTIVO. Seu estilo de vida, escolhas, comportamento, pareciam indicar uma sensação de que ele se recusava admitir que era um simples mortal; de que se negava aceitar seus limites da condição física, tempo e espaço de todo mortal. Isso foi seu fim! “..digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém, antes, pense com moderação...” (Rm 12.3)

BENS, RIQUEZAS E CONQUISTAS VERDADEIROS SÃO SOMENTE OS QUE PODEMOS LEVAR PARA O CÉU. Ele foi o artista que mais vendeu discos, CDs, DVDs no mundo; sendo, consequentemente, o que mais faturou. Ganhou muito dinheiro, falando-se sempre em milhões e milhões de dólares. Que paradoxo. Morreu endividado! Ao morrer, já se travava uma batalha judicial pela posse e uso de seu patrimônio. O homem morre se esforçando para ter fama e riqueza; mas, quando consegue, literalmente tudo isso já o matou. Não usufruiu em vida! Trouxeram-lhe muitas dores! Mas o mais triste: não houve nenhum investimento na eternidade e tudo perdeu seu valor na hora da morte! Ouço a voz de Jesus dizendo: “...e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo, e não é rico para com Deus”; “mas ajuntai para vós outros tesouros no céu” (Lc 12.20-21; Mt 6.21a).

Lembrai-vos da mulher de Ló, digo, de Michael Jackson.

Pr. Genevaldo Edino de Souza Bertune,

Última atualização (Ter, 22 de Fevereiro de 2011 17:38)

 
Comentários (1)
Uma benção de pastor
1Sex, 28 de Outubro de 2011 22:48
Rebeca
Esse é o meu Pastor :) Pastor o senhor é uma benção na minha vida e na vida da nossa igreja. O senhor é muito especial pra mim. Deus continue te abençoando! Agradeço a Deus por um pastor tão dedicado e tão cuidadoso com as ovelhas como o senhor é! Um abraço da sua ovelhinha desde sempre! rs

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