POR QUE OS FRANCESES ESTÃO SE MATANDO?
“Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram para si cisternas, cisternas rotas que não retêm as águas” (Jr 2.13)
A revista Veja de 07/10/09 trouxe esta reportagem na sua página 99 exatamente com este título. Relata que, somente nos últimos dezoito meses, aconteceram vinte e quatro suicídios de empregados da France Télécom, a principal empresa de telecomunições da França. A França tem uma das maiores taxas de suicídios do mundo, com 17,6 por 100.0000 habitantes. Juliana Cavaçana, responsável pela matéria continua perguntando: Como isso é possível? O que há de errado com seu modo de vida, já que os franceses vivem no melhor dos mundos, gozam de uma jornada de trabalho folgada, tem um salário mínimo polpudo, férias prolongadas, uma aposentadoria precoce, uma das legislações trabalhistas que mais protegem o trabalhador, e uma rede social que garante a assistência aos cidadãos do berço ao túmulo? Ela fala do desemprego, que chega a atingir 25% dos jovens; da privatização da empresa e sua reestruturação, chegando a cortar 40.000 nomes da folha de pagamento, promoções por mérito, estabelecimento de metas de produtividade e cobrança de maior eficiência, criando, assim, um ambiente de insegurança e competitividade. É claro que ela, nem de longe, tocou no problema central: uma sociedade que se secularizou e baniu Deus de sua vida. Como o homem perde e sofre por se afastar de Deus! Como seria diferente se ela conhecesse a verdade de que “A bênção do Senhor é que enriquece, porque não traz consigo o sofrimento” (PV 10.22)
Recentemente a humanidade celebrou os quarenta anos da chegada do homem à lua. Interessante é observar a experiência de vida daquele trio de “heróis”. Dos dois que pisaram na lua – o outro permaneceu em órbita -, experimentaram momentos dolorosos nestes quarenta anos. Edwin Aldrin mergulhou no alcoolismo e na depressão. Neil Armstrong passou a viver num alerta neurótico contra a exploração não autorizada de sua fama, abrindo inúmeros processos contra pessoas e empresas (um deles, contra um barbeiro que ousou vender um chumaço de seus cabelos) e, por fim, trancafiou-se na pequena cidade em que mora. Qual a razão para terem tido um futuro decepcionante? Parece que foi uma ascensão ou experiência tão gloriosa que, nada mais poderiam esperar de emocionante pela frente ? afinal, o que mais poderia acontecer ou fazer de extraordinário alguém que foi a primeira pessoa a ir na lua? Aldrin escreveu: “que pode fazer um homem depois de ter pisado na lua?”. Esta não foi uma experiência única e exclusiva deles apenas; mas, também, de tantas outras pessoas que fizeram grande sucesso precocemente. Lembram do Macaulay Culkin e de tantos outros profissionais? Especialmente jogadores de futebol, crianças prodígios, artistas, cujo futuro não contribuiu para confirmar seus talentos. Feliz é o cristão para quem o importante está sempre por vir, cuja âncora da vida é a esperança, para quem o mais importante está sempre por começar. Se todos eles conhecessem Jeremias 33.3 “Clama a mim e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes”. Gosto, também, quando ele diz: “Quero trazer à memória aquilo que me dá esperança. A benignidade do Senhor jamais acaba, as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã” (Lm 3.21-23)
É! Os franceses estão morrendo porque tiraram Deus de suas vidas; e os homens de sucesso, famosos e talentosos, porque “não fizeram de Deus sua porção nesta vida” (Lm 3.24). Feliz é o cristão. Não importa se houve fracasso ou vitória, Deus tem sempre mais e o melhor para ele!
Pr. Genevaldo Edino de Souza Bertune



